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Índice de equidade aponta média de 3% das mulheres como motoristas das transportadoras

Estudo encomendado pelo Movimento Vez & Voz apresenta panorama da presença feminina dentro do setor de transporte rodoviário de cargas

Foto: banco de imagem/Canva


O Movimento Vez & Voz - uma iniciativa do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região (SETCESP) para valorização e ampliação das mulheres no TRC - lançou, no último dia 22, a primeira edição do Índice de Equidade no Transporte Rodoviário de Cargas. O objetivo é medir anualmente a evolução da participação das mulheres na categoria e analisar as políticas das transportadoras na atração, retenção e valorização dessas profissionais.

Um recorte voltado para a área mais escassa do público feminino no segmento - a operacional - constatou que em uma média de todas as mulheres que trabalham nas transportadoras, apenas 3% atuam como motoristas. Contudo, 90% das empresas que responderam a pesquisa afirmam que as contratações são feitas sem que o gênero influencie na escolha.

De acordo com a Secretaria Nacional do Trânsito (SENATRAN), no Brasil, as mulheres representam 35,48% das CNHs válidas, de um total de 79,92 milhões, enquanto os homens somam 64,62%. Mesmo diante de uma grande diferença entre os gêneros, a categoria E, de veículos pesados (Carretas) vem aumentando a participação das mulheres. Em 2022, houve um crescimento de 9,01%, em comparação com o ano anterior.

Para Ana Jarrouge, presidente executiva do SETCESP e idealizadora do Movimento Vez & Voz, isso já é um avanço: “Certamente, ainda estamos longe do que seria o ideal para termos equidade no TRC, mas é um crescimento muito importante e que deve ser celebrado. Precisamos sempre comemorar as pequenas vitórias para que possamos caminhar com ainda mais força rumo ao nosso objetivo. Já é de muita felicidade ver esse aumento de 9% nas emissões das CNHs de carretas, isso mostra que as mulheres estão se qualificando para entrar no setor, que, inclusive, tem muitas oportunidades”.

Além do foco na área operacional, o Índice de Equidade também exibe questões como: políticas, benefícios e programas que contribuem para um ambiente de trabalho mais inclusivo, bem como o compromisso da empresa em atrair, reter e desenvolver a carreira de mulheres nos mais diversos níveis e setores. Ao final, é apresentada uma média geral para verificar se o TRC está apto em todos os pontos ou se ainda precisa rever alguns conceitos.

“O grande diferencial desse estudo é que, além de ter uma visão completa do segmento, todas as empresas que participaram da pesquisa vão receber seus relatórios individualmente para que possam melhorar nos quesitos que tiveram menor destaque. Estamos caminhando junto a cada uma delas para que a inclusão e a valorização das mulheres sejam pautas importantes e constantes em seus processos”, complementa Jarrouge.

Segundo Adriano Depentor, presidente do conselho superior e de administração do SETCESP, isso também deve vir em primeiro lugar nas empresas. “Quando temos a atuação das mulheres, principalmente nas estradas, conseguimos ver uma diminuição nos números de roubo de cargas e de acidentes, enquanto a produtividade aumenta. Precisamos ter um olhar especial voltado para ações que contribuam com a inclusão delas, como o Movimento Vez & Voz faz, sempre com muito respeito. Sem dúvidas, é uma grande bandeira que eu apoio e levanto”.

A metodologia e a coleta de dados do Índice de Equidade no TRC, foram realizadas pelo Instituto Paulista de Transporte de Cargas (IPTC) e esta primeira edição representa 47.664 colaboradores que atuam nas empresas participantes. O estudo está disponível na íntegra no link:

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