A Rua Augusta e suas peças



Uma das ruas mais famosas da cidade de São Paulo, a Augusta, é composta por várias histórias incríveis. Conheci duas irmãs, moradoras de rua, que encontravam-se em uma situação complicada. Elas, Vicktória e Renata, são transexuais. Todos os dias as duas caminham num longo trajeto até a Augusta para ali conseguir alimento. Entre idas e vindas, Renata é vítima de uma sociedade que não aceita a transexualidade, de formas distintas. Não só fisicamente, mas também verbalmente e psicologicamente. As irmãs ainda não tinham jantado naquela noite, as duas vivem a pedir para pessoas que por ali passam. Pessoas essas, que estão sempre nessa correria de cidade grande, sem notar os fardos que cada um de nós carregamos. Renata não exitou em pedir uma marmita para mim que por ali passava. Paguei uma generosa marmita para ela e ganhei uma história incrível de um alguém que vive rodeada de preconceitos e descaso, mas que naquela noite saiu com um sorriso no rosto por ter conseguido, tanto ela quanto sua irmã, se expressar para nós e para outras pessoas que irão ver a reportagem. Sonhos são destruídos e talentos são ocultados todos os dias na Augusta. Vicktória tenta disfarçar sua dor com o canto, a todo momento ela trazia o sofrimento com canções, como Aladdin. Ressaltando o seu sonho de ser cantora e aceita, a irmã mais velha trouxe vários sonhos à tona. Dentre os barulhos da rua tão movimentada de pessoas que quase sempre não se importam, tentar achar silêncio para escutar a voz suave da Vick foi um pouco complicado.

Vicktória e Renata, respectivamente, na Rua Augusta (Crédito: Airton Junior)


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Por: Airton Junior

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