Agenda de 2030 e a importância do setor privado

Atualizado: Mai 18



A partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida como Rio 92, se iniciou a pavimentação do caminho que levaria em 2015 a criação da Agenda 2030, um plano de ações que busca fortalecer a paz universal e orientar a humanidade a alcançar o desenvolvimento sustentável até a data prevista.


O acordo foi idealizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) mas elaborado em conjunto com a sociedade civil, estados, setor privado e terceiro setor. Em sua estrutura, a Agenda 2030 conta com 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e 169 metas, que dialogam entre si e auxiliam uma à outra. Por exemplo, quando é investido no objetivo 6, “Água potável e Saneamento Básico”, concomitantemente os objetivos 3 e 14, “Saúde e Bem-Estar” e “Vida na Água”, são alcançados, e vice-versa.


Um aspecto relevante do acordo é que ele distribui as demandas a todos os setores da sociedade, retirando dos governos a responsabilidade exclusiva que costumava ter. Assim, as organizações privadas ganham um papel importante e devido nesse cenário.


Se entendermos que as grandes empresas, além de representarem a maior parte do PIB global, interagem com a população diariamente nas relação de compra, ao contrário do Estado, que se relaciona a cada dois anos em período de eleições, é justo pensarmos que essas devem atuar de forma intensa e concisa para um futuro mais próspero para a humanidade.


Um grande sinal do avanço da integração das ODS aos processos e valores das companhias no cenário brasileiro foi o evento realizado pela XP Investimentos neste mês março de 2021, o Expert ESG, “dedicado a uma nova forma de se investir, em que investidores e empresas constroem um futuro sustentável por meio das suas escolhas”.


A conscientização de todos os setores da sociedade acerca do tema é de extrema relevância. É a partir disso que é dada a compreensão e as ferramentas tanto para a população cobrar uma postura mais adequada das organizações como para essas mesmas organizações implementarem processos mais sustentáveis, que garantam ao mundo um futuro mais próspero.


Por: Mikael Paixão


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