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Além do Outubro Rosa, precisamos fazer a nossa parte contra o câncer de mama


Como devemos encarar as doenças? E como lidar, principalmente, com as que não possuem causas diretas, que podem ser desenvolvidas por fatores internos e externos, como o caso do câncer de mama? Uma doença que, só em 2019, acometeu quase 60 mil mulheres no Brasil?


Não existe um mapa que possa indicar o melhor caminho para trilhar essa questão. Será necessário, tanto a quem está acometido pela doença como a quem está próximo dessas pessoas, ter muito apoio para superar o tratamento. Mas existem elementos que contribuem na maneira como essa jornada será encarada.


A própria campanha do Outubro Rosa é um dos maiores exemplos de iniciativas que colaboram para a conscientização sobre o câncer de mama. É essencial para esclarecer sobre o que é a doença, quais os sintomas, diagnósticos, formas de prevenção, cuidados paliativos, etc.


Tudo isso é divulgado para que a população tenha, além de acesso, conhecimento sobre esse cenário. Por exemplo, um dos papeis da ação é explicar que, a partir da adoção de alguns hábitos saudáveis, é possível reduzir em 28% o risco do desenvolvimento da doença; além de que o diagnóstico precoce possibilita que as chances de cura sejam de até 95%. Mas tem um outro aspecto que também é de extrema relevância nessa história: o psicológico.


Cada um enfrenta essa – e qualquer outra – doença de uma forma particular, de acordo com sua realidade e entorno. Só que um ponto determinante, e que deveria ser comum, nessa história é a importância de ter uma rede de suporte. E é isso que quero destacar hoje.

No caso do câncer de mama, tive algumas pessoas próximas a mim que batalharam contra a doença, cada uma da sua maneira. Uma delas foi uma mulher casada, que teve que passar por mastectomia e lidar com a consequência emocional da retirada do seio.


Essa foi uma dificuldade muito grande para ela, que teve que entender a necessidade do procedimento para priorizar o mais importante: a sua vida. A doença, como consequência, afetou seu relacionamento, mas a parceria e o apoio psicológico entre o casal foi fundamental para superar a situação.


Um outro caso foi de uma mulher, também casada, que pôde contar com a total ajuda do seu companheiro desde o começo do tratamento. Ele até chegou a parar de trabalhar para poder se dedicar aos cuidados. Claro que isso não é possível para a maioria das pessoas, mas evidencia o poder da presença e do suporte de quem está no entorno para combater a doença.


Também tive contato com uma mulher solteira, que contou que a questão da aceitação foi uma das maiores complicações para ela após o tratamento do câncer de mama. Mas enfatizou que entender a situação e se agarrar à felicidade de viver é essencial para seguir em frente.


O que esses casos nos demonstram é que a maneira como se lida e como se ampara quem enfrenta a doença fazem realmente a diferença, tanto durante quanto depois do tratamento. O câncer de mama, assim como outras doenças, é completamente desgastante. E não há nada que quem está próximo possa fazer, além de dar completo apoio e ter empatia durante todo o processo.


Uma reflexão que fica de tudo isso é sobre o poder da combinação entre a conscientização e o amparo nessa situação. As campanhas são o que, de fato, podem colaborar para o enfrentamento da doença enquanto sociedade. Mas, para além dessas ações, é essencial que exista essa rede de suporte que dê forças e valorize a vida. Toda e qualquer contribuição é um passo a mais para transformar essa realidade. Vamos, juntos, fazer a nossa parte!


Rodrigo Bernardino, CEO do Grupo Mostra de Ideias

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