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Entidades de classe do setor de transporte são primordiais nos momentos de crise

Sindicatos formam comitês e criam ações para exercer seu papel social diante de situações de adversidades

Fonte: Canva


Fevereiro e março de 2023 foram marcados por fortes chuvas em todo o país. Logo no segundo mês do ano, o litoral norte de São Paulo foi devastado por tempestades e deslizamentos, o que resultou em 65 mortes. Em março, a cidade de Rio Branco, no Acre, também foi afetada por temporais que resultaram na cheia do rio Acre, fazendo com que aproximadamente 12 mil pessoas ficassem desalojadas por conta de enchentes.


Em meio a esse caos, artistas, pessoas influentes e empresas começam campanhas de arrecadação de alimento e roupas para as famílias desabrigadas. O fato de a malha rodoviária brasileira ser o principal meio de transporte de produtos faz com que o transporte rodoviário de cargas (TRC) tivesse um papel importante nessas situações. É o que explica a presidente executiva do Sindicato da Empresas do Transporte de Cargas de São Paulo e Região (SETCESP), Ana Jarrouge: “Como parte integrante da sociedade, somos responsáveis por empregar milhares de pessoas e por ter a responsabilidade do transporte e do abastecimento urbano. Assim, nos mobilizamos para ajudar em casos de necessidades, e isso nada mais é do que a função social de qualquer empresa e organização. Aliás, quero pontuar que, neste contexto, o papel das entidades de classe tem sido fundamental, pois por meio delas temos capacidade de mobilização, aglutinação e rapidez para podermos atuar nessas situações”, diz Jarrouge.


O SETCESP, em parceria com a FETCESP, NTC&Logística, FuMTram, ABTLP e SINDIPESA, realizou uma grande campanha de arrecadação de mantimentos para ajudar as famílias do litoral norte paulista impactadas pelas fortes chuvas. A ação conjunta levou as doações até o Fundo Social de São Paulo, e depois da triagem os mais de 12 mil itens foram distribuídos.

“Graças às ações das entidades, foi possível apoiar, organizar e, principalmente, fazer a interlocução com o poder público para atuar de forma mais rápida e assertiva”, afirma a presidente. Segundo o Fundo Social de São Paulo, ao todo, apenas para o litoral norte, foram enviadas 321 toneladas de doações, e cerca de 200 toneladas ainda serão entregues.

O poder público também realizou ações para incentivar as doações: o governo do Estado de São Paulo isentou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das doações realizadas por empresas destinadas às vítimas das chuvas.

“A solidariedade de pessoas físicas e jurídicas tem nos comovido muito em meio a toda essa tragédia. Não teria cabimento cobrar imposto das doações de empresas, então decidimos tirar o ICMS”, declarou o governador do estado de São Paulo, Tarcísio Freitas, em fevereiro.


Histórico


Tradicionalmente, as empresas e entidades de classe empenham um papel importante em situações de crise. O SETCESP, por exemplo, recolheu doações para as chuvas que aconteceram no sul do litoral baiano, em 2020.


Durante a pandemia de covid, o SETCESP atuou também no auxílio e conscientização do setor. “Existe uma capacidade de mobilização e de atuação muito rápida nestes casos, quando formamos comitê para atuar e fornecer as diretrizes, o que tem funcionado muito bem. Gostaria de agradecer também a todos empresários que se dispõem a ajudar o próximo cientes de que qualquer empresa deve assumir seu papel social”, finaliza Jarrouge.


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