Executiva aponta os principais desafios na distribuição de vacinas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma perda de até 50% dos medicamentos é observada ao longo das diversas etapas da cadeia logística


A chegada das vacinas contra a Covid-19 é destaque em todos os meios de comunicação, carregando a confiante ideia de que dias melhores possam chegar o mais rápido possível. Mas, você já parou para pensar em como é importante o cuidado no transporte desses produtos biológicos? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma perda de até 50% dos medicamentos é observada ao longo das diversas etapas da cadeia logística e, dessa forma, o controle de temperatura no transporte se mostra essencial para reverter este quadro durante a pandemia.


Com isso, fica evidente o valor da qualidade dos serviços prestados pelas empresas de transporte, em todos os âmbitos. Desde a logística à segurança e do empacotamento correto à entrega dentro do prazo. Se torna dever do setor de cargas transportá-las com o maior cuidado possível.


Pensando nesse significativo papel do transporte, a executiva da Kodex, Thais Bandeira Cardoso, conta como esse preparo foi aplicado em sua empresa: “A Kodex já possuía as licenças necessárias para o transporte de termolábeis e buscou um entendimento meticuloso das necessidades do deslocamento para cada tipo de vacina contra a Covid-19, como temperatura adequada, tipo de embalagem e manuseio, além de estudo de rotas e tamanho de veículos adequado para cada região e urgência. O plano de vacinação trazia informações vagas e foi necessário muita pesquisa e mapeamento para estarmos preparados para qualquer necessidade de adequação dos nossos equipamentos, bem como a aquisição do que fosse necessário”.


O grande desafio é fazer toda essa distribuição da vacina de forma ágil, econômica e segura. Algumas especificações sobre a conservação das vacinas contra o novo coronavírus aplicadas no Brasil são: as vacinas de Oxford e da Sinovac necessitam de uma temperatura entre 2ºC a 8ºC graus. A vacina da Pfizer é a mais sensível das três, que armazenada entre 2ºC e 8ºC graus dura apenas cinco dias.


De longe, o conhecimento para transportar este tipo de material é fundamental: “A Kodex possui expertise e as licenças necessárias para o transporte de produtos termolábeis para os modais aéreo e rodoviário. Ao longo dessa organização, a empresa foi consultada para contribuir com informações sobre como o transporte poderia ser organizado, sendo destaque na mídia, o que nos orgulha muito. Em relação à frota, utilizamos veículos refrigerados de pequeno porte que controlam no painel a temperatura adequada e adquirimos sensores da PACKD que monitoram em tempo real a temperatura do baú e mapeiam toda a viagem, gerando relatórios valiosos e validando a qualidade no transporte. Nossa empresa se preocupou em garantir o melhor tempo de resposta, evitando perda de produto e certificando as boas práticas e a responsabilidade que essa logística exige ”, conta a executiva.


As especificidades de cada componente biológico devem ser levadas em conta na logística do trajeto e do veículo escolhido. Com isso, a qualidade no transporte das vacinas tem de ser a perfeição.


“É preciso reforçar que o Brasil é um país de proporções continentais e, mesmo com toda a dificuldade de realizar a entrega em diversas regiões do território, é dever das transportadoras buscar meios de contribuir da melhor maneira possível, por meios aéreos, hidroviários e rodoviários, pois são essenciais e, agora, mais do que nunca. E a Kodex se empenha diariamente para colaborar com esse processo”, completa Thais.


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