Executivo fala sobre expectativas para a logística em 2022

Otimismo e reinvenção são as palavras-chaves para o desempenho do setor


O ano de 2021, ainda conturbado pela crise pandêmica gerada pela covid-19 e por seus reflexos, trouxe desafiadores cenários para o país nos mais diferentes âmbitos de atuação. Em contrapartida, acarretou uma aceleração dos serviços, da tecnologia e do crescimento no setor de transporte de cargas e logística. Apenas no primeiro quadrimestre deste ano, o segmento no Brasil teve um aumento de 38% em comparação ao mesmo período de 2020 de acordo com o Índice de Movimentação de Cargas do Brasil divulgado pela AT&M.


No entanto, apesar dos números oportunos para a expansão da logística, as empresas transportadoras precisaram se adaptar rapidamente com o fluxo dos mercados nacional e internacional para continuar oferecendo o mesmo padrão de qualidade aos clientes e parceiros, mesmo tendo interferência dos aumentos do frete e do combustível, por exemplo.


O empecilho do combustível foi um dos mais marcantes deste ano, dado que o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 74% e o preço do diesel subiu 65%.O frete marítimo foi outra questão pertinente ao longo desse período, também afetando o setor. Por meio da escassez de contêineres em nível global, o valor do frete foi disparado a preços nunca vistos anteriormente. Enviar um contêiner de 40 pés da China custava, em média, US$ 1.500 antes da chegada da pandemia. Atualmente, devido a essa grande procura, o custo pode chegar a US$ 10.500, uma vez que a rota para o Brasil se tornou o valor mais caro com origem no país chinês.


Contudo, há personalidades do setor que se mantêm confiantes para o próximo ano da logística. É o caso de Luiz Gustavo Nery, diretor comercial do Grupo Rodonery Transportes: “O setor de transporte está otimista para o ano de 2022 tendo em vista o caminho rumo à recuperação econômica pós-pandemia. No entanto, o alto custo dos insumos ainda preocupa, tais como pneus, veículos, seguros, aluguéis, o próprio diesel e a instabilidade no cenário político na iminência das eleições para a presidência. O que podemos esperar, certamente, é um ano cheio de desafios, mas com pensamentos positivos em crescimento para a progressão do transporte”.


Todas essas experiências criam ainda mais oportunidades para lidar com o mercado e para buscar novas estratégias. Além disso, aumentam a responsabilidade que a empresa transportadora tem de manter um bom desempenho e de causar um impacto assertivo no país, tanto economicamente como socialmente. Por isso, é fundamental apostar na capacitação e na preparação dos jovens executivos que estão trabalhando a fundo no setor de transporte de cargas e que são o futuro para a expansão da área.


“Depois dos dois últimos anos intensos, certamente estamos mais preparados para começar 2022. Acredito que a palavra do momento, para nós, é ‘reinvenção’. Tivemos que nos reinventar na pandemia, e isso nos tornou mais ágeis nas decisões, aprendendo a lidar com a incerteza desse mundo volátil. Continuaremos nos reinventando cada vez mais para nos adaptarmos ao mercado e, em 2022, estaremos mais preparados e cheios de aprendizado para colocar em prática”, complementa o diretor comercial.


De fato, há muitas adversidades a serem analisadas cautelosamente no próximo ano, afinal, não tem como prever situações críticas para se preparar com antecedência. No entanto, certamente, os empresários do setor estão otimistas para ingressar em um novo período com mais espaço para colocar em prática todos os aprendizados e para ver a área apresentar sinais positivos e um futuro ainda mais promissor.


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