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Gestão humanizada marca live transmitida por Entidade do transporte de cargas de Campinas

Numa parceria entre o Núcleo da COMJOVEM de Campinas e do Sul de Santa Catarina, a especialista Thayni Librelato discorreu sobre os principais pontos do tema



Dados do Sebrae e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que no âmbito da sucessão familiar, as empresas são responsáveis por 65% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) e 75% dos empregos. Já no que tange a gestão humanizada, de acordo com o estudo Empresas Humanizadas, realizado com 1.115 empresas por pesquisadores da USP São Carlos com 11 corporações, esses tipos de empresas podem alcançar mais do que o dobro de rentabilidade financeira em um período de 4 a 16 anos.


Acompanhando as movimentações do mercado empresarial acerca deste tema, os Núcleos da COMJOVEM de Campinas e Sul de Santa Catarina em parceria com o SINDICAMP, realizaram na última quarta-feira (20), uma live que contou com a presença das mediadoras Priscila Zanette, Coordenadora do Núcleo da COMJOVEM Sul de Santa Catarina, Rafaela Cozar, Coordenadora do Núcleo da COMJOVEM Campinas e Thayni Librelato, Sócia e Conselheira de Administração da Librelato.


Abrindo a mesa, Thayni discorreu sobre a sua trajetória. “Quando meu pai faleceu, em 2013, como um fundo de investimento em 2011 tinha entrado na Librelato ele foi bem importante para a gente, porque quando perdemos alguém que amamos ficamos simplesmente sem chão. É um vazio que não tem fim. E eu tenho certeza de que quem está nos ouvindo agora é empresa familiar, já que 80% do Brasil é de empresas familiares. Então eu sempre falo que a empresa ter sido profissionalizada dois anos antes do meu pai falecer nos ajudou muito, mas a cada dia é um novo aprendizado”, completa.


Indagada sobre a mudança de mindset, a empresária apontou grandes dificuldades nessa transição. “Percebo hoje por que o fundador tem dificuldade de sair da empresa, mas eu entendo hoje que foi o melhor caminho que eu fiz. E foi difícil porque eu amava estar ali na rotina, mas o papel mudou totalmente então não tinha como continuar sendo a mesma coisa”, conta.


Apesar dos números expressivos no comando das empresas familiares no brasil, as dificuldades são imensas. Para Priscila, trabalhar os ambientes pessoais e profissionais nestes casos, têm sido um grande desafio. “Toda parte da família tem um sentimento que muitas vezes pode ser trazido para dentro da empresa. E como a gente trabalha em empresa familiar, é muito difícil conseguir separar”, aponta.


Para finalizar a live, Thayni abre um parêntesis sobre o preconceito sofrido por ser uma liderança feminina. “É uma dor que a gente sente diariamente. Não que isso aconteça todos os dias, em alguns ambientes nunca aconteceu. Mas tem outros em que o preconceito é diário. Então como eu lido com isso: quando eu tenho que lidar com alguém que é muito machista, eu sempre me visto com roupas escuras. [...] Fiz terapia, sempre brinco que terapia é vida para todo mundo. Até os 30 anos eu não sabia o que era preconceito contra a mulher. Nunca tinha sofrido, acho que tinha o meu pai que barrava isso, e sempre achava que era uma coisa que não acontecia. E de repente começou a acontecer tudo, por ser mulher, por ser jovem e por ser herdeira”, completa.


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