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Há exatos 212 anos nascia o primeiro jornal brasileiro


Por Renata Nascimento, Assistente de Comunicação e Mídias Sociais do GMI


O dia 10 de setembro marca o início da primeira imprensa no Brasil. A Gazeta do Rio de Janeiro foi inaugurada em 1808, e circulou até o fim de 1821. Sua importância se dá não somente por ser pioneira no jornalismo brasileiro, mas também por instaurar o poder da comunicação no nosso país. O objetivo inicial era estabelecer um canal de divulgação entre o império português e os leitores do Reino, tornando-o assim, o veículo oficial do governo português no país.


A primeira matéria impressa do jornal tratava de notícias internacionais: dois navios americanos que foram impedidos de desembarcar nos portos da França. O primeiro exemplar foi exibido em um sábado. A repercussão foi tanta que os jornais da Alemanha, Amsterdã e Espanha estamparam nas capas a primeira edição do Gazeta do Rio de Janeiro.


O jornal publicou ao todo 1.791 exemplares durante os 14 anos em que existiu. Durante a permanência do Dom João VI no Brasil, o diário foi alvo de muita censura, apesar de todos os problemas, o Gazeta do Rio de Janeiro revolucionou a imprensa brasileira. Seu fim se deu em 1821, pois em 1822 o Brasil se tornou um país independente e deixou de ser uma colônia portuguesa.


Os anúncios exibidos na época chamam a atenção de quem os lê hoje. A mão-de-obra afrodescendente era frequentemente exposta nas seções de comércio, mas através das notícias de fugas pode-se ver as condições precárias de vida a que estavam submetidos. Para encontrar negros fugitivos, os donos os descreviam com detalhes que revelam os maus-tratos, como cicatrizes em uma região específica do corpo.


Antes da chegada da família real no Brasil, a imprensa era uma atividade extremamente proibida no país. Assim como todo jornal, a Gazeta exercia uma forte influência na opinião pública, dessa forma, as informações eram manipuladas a favor da corte, o que é um caráter também autoritário.


O primeiro jornalista brasileiro era um frade franciscano, o jornal era redigido por frei Tibúrcio José da Rocha, e publicava atos do governo, notícias sobre a Europa traduzidas de jornais portugueses e ingleses e notas sobre o cotidiano da cidade.

Desde agosto do mesmo ano, já circulava clandestinamente, no Rio o Correio Braziliense, redigido pelo jornalista gaúcho Hipólito da Costa, em Londres. A publicação pretendia difundir no Brasil e em Portugal as ideias que circulavam na Europa. Os dois periódicos atuavam em planos diferentes, mas eram complementares. Após a declarada independência do Brasil, diversas mudanças ocorreram em todos os setores da sociedade. Com isso, a imprensa continuou crescendo e se expandindo por todo o território nacional.


Dando um salto na história da humanidade para o século XXI, após as duas grandes guerras: todos os setores se beneficiaram com a globalização e evolução das tecnologias, e a comunicação não poderia ficar de fora. Hoje, além dos meios tradicionais de informação, temos também os aparelhos celulares. Conectados à rede de internet esses dispositivos nos acompanham por toda parte e concentram a maioria esmagadora dos serviços disponíveis no ambiente digital.


A evolução do jornalismo se deu por conta das tecnologias, como o rádio, televisão e internet. Hoje temos acesso à informação vinda de todos os lugares, ela se tornou mais rápida, dinâmica e mais interessante, deixando assim, as mídias impressas em desvantagem.


Porém, as evoluções tecnológicas também trouxeram pontos negativos, como as fake news que ganharam espaço nas redes sociais, prejudicando as principais funções do jornalista - informar a sociedade de maneira imparcial e falar somente a verdade, apurando todos os fatos e acontecimentos.


Portanto, diante de toda a história abordada, sempre devemos lembrar que sem imprensa não há democracia, e sem democracia não há imprensa, independente do momento. O principal objetivo do jornalismo é prezar pela verdade e liberdade de expressão, hoje e sempre.

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