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Liderança feminina: por que ainda lutamos tanto?


Ainda que não sejamos maioria, posso dizer que nós mulheres temos trabalhado arduamente para conquistar nossos lugares em posições de liderança e fazer a diferença. Um estudo conduzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apontou que 67% das empresas não têm mulheres diretoras, enquanto outro levantamento do Insper, em parceria com a Talenses, mostrou um cenário brasileiro no qual apenas 19% dos cargos de liderança contam com a presença feminina.


Segundo a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) de 2019, as mulheres correspondem a 51,8% da população brasileira. No que tange à educação, também somos maioria nas universidades do país e, buscando um pouco mais sobre o assunto, encontrei o relatório Education at Glance 2019, o qual afirma que temos 34% mais chances de nos formarmos no ensino superior em relação aos homens. Mas, então por que ainda lutamos para chegar à liderança?


Muito ainda se deve à herança histórico-cultural que vivemos, na qual posições de chefia são majoritariamente associadas ao masculino, atrelado no imaginário à ambição e poder. Além disso, temos também que lidar muitas vezes com pensamentos retrógrados, nos quais o papel feminino é voltado somente à maternidade e cuidado do lar.


Dito isto, um relatório do LinkedIn apontou que candidatas do sexo feminino têm 13% menos chances de serem analisadas e recrutadas para vagas, pois recrutadorem acabam abrindo menos perfis femininos. Esta construção social influencia o comportamento das mulheres, gerando um sentimento de cobrança muito maior, tornando-se mais um empecilho na ascensão a tais cargos.


Para quebrar este estigma, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou no final de 2019 um relatório observando como empresas que possuem lideranças femininas obtiveram melhores resultados. A pesquisa apontou que essas líderes foram responsáveis por levar criatividade e inovação aos negócios, impactando positivamente nos processos e faturamento das empresas.


Complementando este ponto, o McKinsey Study indicou que organizações com mais mulheres em cargos de alto escalão obtêm um resultado operacional 48% maior, quando comparadas com a média da indústria, além de contarem com um crescimento de 70% no faturamento.


Podemos ver alguns exemplos práticos no cotidiano de empresas com uma representatividade feminina enorme, como o Banco BMG, no qual metade do conselho é composto por mulheres. Em seguida, temos a Magazine Luíza e o banco Santander, que contam com 43% e 33% de conselheiras, respectivamente.


Os únicos impedimentos que nós mulheres temos para alcançar posições de chefia, é a própria cultura que estamos inseridas e uma série de crenças limitantes. Com sorte, temos feito barulho e lutado para mudar esta situação e, pouco a pouco, os resultados são percebidos. Nossas ações individuais, funcionam como catalisadores no mercado e por isso, não podemos nem devemos jamais retroceder. A caminhada pode não ser fácil, mas a recompensa vai muito além de nossas realizações pessoais.


Por: Isabella Inglez, do GMI.


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