Mês da história LGBT: a luta pelo respeito e igualdade



Todos os anos, o mês de junho é palco para celebrar o orgulho LGBT. Essa época é marcada pelos movimentos que tomam as ruas para reivindicar cidadania e direitos pela luta contra a LGBTFobia, o que nos convencionou a chamar essas famosas manifestações de Parada LGBT.

Dentre os doze meses do ano, junho não foi escolhido aleatoriamente para festejar este movimento. A história começou por meio da referência à revolta de Stonewall, ocorrida em Nova York no dia 28 de junho de 1969. Essa data marcou o episódio em que grupos LGBTs resolveram enfrentar a violência policial, que acontecia cotidianamente, para exigir respeito e melhores condições de vida.

Naquela madrugada, os homossexuais que enfrentavam o policiamento, encontravam-se no bar gay Stonewall Inn e resolveram permanecer por vários dias confinados dentro dele, recebendo o apoio de uma multidão LGBTs que apoiavam a resistência.

O enfrentamento contra a opressão policial acabou se tornando um dos principais movimentos de luta pelos direitos LGBTQI+, que persiste cada vez mais forte até os dias de hoje. A partir daí, o que era considerado como o dia da libertação gay, 28 de junho, passou a ser conhecido como “Dia Internacional do Orgulho Gay”, hoje reconhecido como “Dia Internacional do Orgulho LGBT”.

Desde então, são realizadas manifestações ao longo de todo o mundo, abordando as principais pautas de luta pelo respeito e igualdade, além de celebrar, claro, o orgulho LGBT com muito amor.

Em nosso país, a comunidade LGBTQI+ começou a dar os primeiros passos em 1995, o que conhecemos hoje como as paradas gays. A primeira marcha aconteceu na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, ganhando mais força, porém, na Avenida Paulista, em São Paulo, que já chegou a reunir 3 milhões de pessoas, segundo a Prefeitura da cidade. No ano de 2006, foi nomeada a maior parada do orgulho LGBT do mundo pelo Guinness World Records.

O mês do orgulho LGBT, portanto, nos lembra de como é importante combater e dar voz àqueles que lutam diariamente pelo mínimo: direitos, respeito e igualdade. É momento de demonstrar que não há problema nenhum em sermos quem somos e que toda forma de amor tem que ser, e muito, bem-vinda. Ninguém pode nos dizer como amar.

“Você não precisa ser LGBT para lutar contra a LGBTFobia”. Seguramos as mãos uns dos outros para continuarmos juntos nessa batalha. Essa luta é necessária todos os dias.


- por Luciana Vianna, Assistente de Comunicação e Imprensa na GMI

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