Chuvas de início de ano intensificam riscos no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos
- Comunicação GMI
- há 5 dias
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Associação Brasileira do Transporte e Logística de Produtos Perigosos reforça necessidade de realização de manutenção preventiva para evitar acidentes neste período

Com o aumento das chuvas no início do ano, cresce também a necessidade de atenção em operações logísticas que envolvem produtos inflamáveis, corrosivos ou sensíveis. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) indicam que os acidentes de trânsito tendem a aumentar nesse período: nas primeiras chuvas de setembro e outubro de 2025, o número de atendimentos a vítimas aumentou 16% em comparação com os meses secos de junho e julho.
O cenário reforça a preocupação com o transporte rodoviário em condições adversas, já que pistas molhadas, a menor visibilidade e a perda de aderência dos pneus elevam os riscos nas estradas. Além disso, fatores como aquaplanagem, formação de poças d’água, deslizamentos de encostas e aumento do tempo de frenagem tornam as operações logísticas mais complexas. Diante desse contexto, a ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos) tem buscado alertar seus associados sobre a necessidade de se atentar ainda mais à segurança nas operações com produtos perigosos no período chuvoso.
No transporte de produtos perigosos, a preocupação é ainda maior, pois qualquer ocorrência pode gerar impactos não apenas operacionais, mas também ambientais e à segurança pública. Ainda assim, especialistas ressaltam que os riscos associados ao clima são semelhantes aos enfrentados por todo o Transporte Rodoviário de Cargas. O diferencial está no rigor regulatório que envolve essa atividade, que exige cumprimento de uma série de normas técnicas voltadas à prevenção de acidentes e à mitigação de impactos.
Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, reforça que as transportadoras devem realizar uma série de medidas junto aos seus motoristas para evitar acidentes graves nas estradas no período chuvoso. “É essencial a orientação contínua de toda a equipe operacional quanto aos riscos associados à condução imprudente, reforçando permanentemente os princípios da direção defensiva. Essa iniciativa busca reforçar entre os motoristas a importância de uma condução segura, estimulando comportamentos mais responsáveis ao volante”, explica o dirigente.
Além das recomendações operacionais, o setor já segue uma série de exigências específicas previstas na regulamentação que trata do transporte de produtos perigosos. Essas normas estabelecem medidas obrigatórias quanto à segurança das operações, sinalização dos veículos, treinamentos dos profissionais, processos de certificação de equipamentos e procedimentos fundamentais para reduzir riscos nas estradas, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade, como durante chuvas intensas.
Outro fator que contribui para a segurança das operações é o uso crescente de tecnologia embarcada nos veículos. Sistemas de rastreamento e monitoramento em tempo real permitem acompanhar o trajeto dos caminhões, avaliar o comportamento do motorista e identificar antecipadamente situações de risco, possibilitando respostas rápidas das empresas em caso de mudanças nas condições da rota ou do clima.
Ainda assim, para Caixeta, a manutenção preventiva continua sendo uma das estratégias mais eficazes para evitar acidentes. No transporte de produtos perigosos, os veículos utilizados na operação são submetidos a inspeções periódicas obrigatórias e a processos de verificação técnica constantes, o que ajuda a garantir que permaneçam em condições adequadas de circulação. “Esse controle técnico permanente ajuda a reduzir riscos, garantindo maior segurança tanto na condução do veículo quanto no transporte da carga”, afirma.
A ABTLP reforça que essas medidas são essenciais não apenas para a preservação da carga, mas também para garantir a máxima segurança dos motoristas e de todos que utilizam as rodovias. No contexto de chuva, o ideal é seguir as boas práticas já conhecidas por todos. “É fundamental reduzir a velocidade, aumentar a distância de segurança e redobrar a atenção às condições da rodovia”, concluiu Caixeta.



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