Especialista compara poupança com demais produtos bancários

Atualizado: Mai 18

Uesley Lima, fundador do Grupo The One comenta sobre produtos financeiros que rendem mais.

“Se o risco é o mesmo, e eu sei que está protegido pelo FGC, eu tenho a poupança pagando 4,5% ao ano, eu tenho um CDB pagando 9% ao ano, eu tenho uma LCA, LCI pagando 9 – 10% ao ano”

Qual é a primeira coisa em que você pensa quando o assunto é guardar dinheiro? Para a maioria dos brasileiros, a resposta é simples: poupança. Mas mesmo tendo a maior adesão por parte da população, ela possui um dos menores juros do mercado. Atualmente, seu rendimento é de 4,62% ao ano.


Em contrapartida, a bolsa de valores encerrou o ano de 2018 alcançando um montante de 15,03%, quase quatro vezes mais. Apesar disso, as pessoas ainda possuem receio sobre essa forma de investimento. O medo do desconhecido e até mesmo a falta de informação levam muitos a acreditarem que apenas pessoas com grande poder aquisitivo podem diversificar suas economias em outros tipos de investimentos com maior possibilidade de rendimento.


Querendo ou não, a poupança passa a impressão de ser a forma mais segura para manter o dinheiro guardado. Temos a falsa ideia de que, com ele ali, estamos seguros. Contudo, essa não é uma verdade absoluta. Uesley Lima, fundador do Grupo The One e especialista em Bolsa de Valores, explica que, ao investirmos nosso dinheiro em um banco, temos a possibilidade de escolher qual investimento vamos fazer, que pode ser a poupança, mas também podem ser outros produtos, como as Letras de Crédito do Agronegócio, o Imobiliário (LCA/LCI), o Certificado de Depósito Bancário, entre outros. No entanto, ao escolher um deles, nosso dinheiro tem o mesmo destino: emprestamos ao banco, que combina uma taxa de juros a ser paga, podendo esta ser maior ou menor dependendo do produto que escolhemos – porém todas com o mesmo risco, que no caso é o próprio banco.


E se for analisado por esse ângulo, existem sim riscos. Como o dinheiro está sendo entregue ao banco, está sujeito aos perigos que podem existir ali, independentemente da forma como foi aplicado. “Aí entra uma outra coisa, que é o risco do banco. É o risco de o banco quebrar e não te pagar”, aponta Uesley. Segundo ele, não importa se você escolheu poupança, conta corrente, LCI, LCA. Se uma fatalidade do gênero vier a ocorrer, todos terão o mesmo problema, o que comprova que a poupança não é isenta de riscos.


Porém, em casos como esse, nem tudo está perdido. É o momento em que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assume a questão e tem o papel de realizar a devolução do dinheiro. Nesse caso, para esses produtos, o investidor estará protegido até R$ 250.000,00. Então existe um rico, mas também uma solução, e ela está apta para qualquer sistema rentável escolhido. Assim, o especialista questiona o motivo das pessoas ainda escolherem aquele que fornece o menor retorno.


“Se o risco é o mesmo, e eu sei que está protegido pelo FGC, eu tenho a poupança pagando 4,5% ao ano, eu tenho um CDB pagando 9% ao ano, eu tenho uma LCA, LCI pagando 9 – 10% ao ano”, salienta. De acordo com ele, ao escolher a poupança, é o equivalente a dizer ao banco que não existe interesse em receber juros em retorno.


Abandonando a ideia de que essa é a forma mais segura de rendimento, já que possui os mesmos riscos que qualquer outra, pode-se então começar a escolher livremente a forma de investir o dinheiro, e assim optar por aquele espaço em que haverá um maior retorno. “Se você começar a tomar esse passo, vai perceber que o caminho do mercado financeiro vai começar a expandir na sua vida e você vai começar a tomar escolhas melhores, escolhas financeiras”, conclui Uesley.


Por: Tuanny Prado

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