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TOP GUN: MAVERICK – UM CONVITE AMISTOSO PARA À NOSTALGIA


O primeiro filme, Top Gun: Ases Indomáveis, foi o maior sucesso de bilheteria de 1986, se tornando um verdadeiro clássico daquela década e, para muitos, um dos melhores filmes já produzidos. Embalado pela canção emblemática “Take MY Breath Away”, da banda BERLIN, foi responsável por alavancar a carreira de Tom Cruise, como um dos maiores astros de Hollywood.


Depois de 36 anos, o ator volta com tudo e faz parte do belíssimo elenco de “Top Gun: Maverick”, que até o momento dessa matéria, já conta com mais de U$ 1 Bilhão em bilheterias ao redor do mundo todo, e a tendência? É só aumentar!


No filme, acompanhamos a história de Pete “Maverick” Mitchell (Tom Cruise), um piloto com as raízes da Marinha, que coleciona muitas medalhas de combate e um grande reconhecimento pelas suas habilidades em abater diversos aviões durante a sua trajetória. Porém, nem tudo são flores, o seu perfil marrento e que não hesita em romper os limites, até mesmo desafiando a morte, fez a sua carreira retroceder, passando de capitão à instrutor e piloto de teste.


Até que ele foi convocado novamente pela Marinha, nesta que seria a sua última missão, é comandar uma série de jovens pilotos a destruir uma base inimiga, e provar que somente o fator humano, com suas habilidades e competências, seriam necessárias para combater drones e aviões de caças altamente tecnológicos. Mas o ponto crucial é estabelecer uma conexão carregada de mágoas em uma amizade afetiva, de Maverick e o filho de Goose (seu melhor amigo e parceiro de caça).


O filme é dirigido pelo excelente Joseph Kosinski, que já havia sido dirigido Tom Cruise em Oblivion, porém, no Top Gun: Maverick, o seu trabalho foi para outro patamar. O cineasta entende perfeitamente o que era necessário levar às telas dos cinemas na continuação de um clássico, sem perder a magia e não sendo uma cópia do original, mas aproveitando alguns dos elementos narrativos e inovando em cima delas.


Claro que houve situações de cenas nostálgicas como: o jogo na praia e a conversa entre “Maverick e Iceman” (Cruise e Val Kilmer), ambos amigos na nova trama, foram os pontos altos da nostalgia cinemática.


Contudo, é importante não deixar de enfatizar o espetáculo que o diretor traz a obra, com as sequências de voo mais realistas já filmadas, onde todas as cenas foram filmadas com jatos F/A-18 da Marinha dos EUA.


O diretor aproveita para criar tomadas aéreas emocionantes com câmeras na cabine de última geração, resultando em uma experiência completamente inovadora, totalmente imersiva com o impacto direto nos atores (sim, são eles mesmo pilotando). Além de, acrobacias cheias de tensão e adrenalina, que deixará o público de boca aberta.


O roteiro, sempre procura inserir elementos nostálgicos em sua narrativa, como amizade, lealdade, romance e rivalidade, tudo trabalhado com leveza, fazendo com que os conflitos humanos causem impacto sentimental no espectador, especialmente em relação à redenção de Maverick sobre os impactos da morte do Goose, retratados na relação com o filho do melhor amigo que também participa da trama.


Por fim, não se pode falar de Top Gun sem falar de Tom Cruise e a celebração que o filme faz deste grande astro. O ator é conhecido por realizar todas as suas sequências de ação e isso vem sendo aprimorado com a franquia Missão: Impossível. Beirando aos 60 anos, ainda questionamos onde Cruise pode chegar, mas é inegável que sua carreira, aliada ao seu carisma, marca todo o seu legado.


Top Gun: Maverick certamente é uma obra excelente, que nos faz lembrar da magia que é o cinema. Tem aquele cheiro de fita VHS em que o adulto lembra o que estava fazendo quando assistiu pela primeira vez, e mostra para a nova geração, que o cinema ainda vive, e que pode empolgar.



Wesley Campos, Assistente de Comunicação.

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