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Educação sexual: por que esse tema ainda é um tabu?


Desde que nascemos, somos questionadores sobre tudo que está ao nosso redor. Na transição da infância à adolescência, nos transformamos, é o período da descoberta de si mesmo, ocorrendo mudanças no comportamento físico, hormonal e psicológico. A partir disso, começam a surgir as dúvidas, inclusive sobre sexualidade, uma vez que essa etapa é nova e os sentimentos estão à flor da pele.


Essas dúvidas, muitas vezes, são geradas por meio do contato entre os amigos, principalmente no ambiente escolar, em que todos estão passando pela mesma situação. De acordo com os dados da “Pesquisa de Opinião sobre Religião, Aborto, Política e Sexualidade no Brasil”, a partir de entrevistas por telefone com mais de 1.000 pessoas, oito em cada dez pessoas acreditam que abordar o assunto no ambiente escolar contribui para uma sociedade melhor.


De maneira geral, a educação sexual proporciona conhecimento e esclarece dúvidas sobre temas relacionados à sexualidade. Os conteúdos que fazem parte da educação sexual são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), gravidez, aborto, métodos contraceptivos, descoberta da sexualidade, a importância do uso da camisinha, assédio, consentimento e homofobia.


Uma pesquisa divulgada em julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que caiu o uso de preservativos entre adolescentes nas relações sexuais nos últimos dez anos. Apenas 59% dos jovens entrevistados em 2019 disseram ter usado camisinha na última relação sexual, em comparação com 2009, esse percentual passava os 72%.


Costumamos ouvir vários posicionamentos a respeito da aderência da abordagem ou não nas escolas. O ensinamento dos professores sobre esse tema ainda divide opiniões na sociedade. Alguns dos argumentos contrários utilizados à educação sexual atinge diretamente ao ambiente escolar, visto que a escola não é propícia ao debate ou que a sexualidade só pode ser discutida com a família, cabendo aos pais educar sobre o assunto.

Por outro lado, existe uma parcela da população que é favorável à adoção do ensinamento sexual nas escolas. Eles utilizam o argumento de que os professores estão diretamente interligados com seus alunos, em razão disso precisam falar sobre a temática. Também, muitos jovens não recebem orientações importantes para prevenção de ISTs e gravidez, tangendo à escola oferecer as informações necessárias.


Esse debate da educação sexual ainda é um tabu perante os pais, sociedade e professores. Precisamos naturalizar esse assunto mesmo com as opiniões divergentes, já que a sexualidade faz parte da vida humana. Por isso, inserir esse conteúdo auxilia na vida sexual segura e no entendimento das informações. Aconselhar as situações reais que os adolescentes ou jovens podem enfrentar na vida, fortalece na construção de cidadãos independentes, respeitosos e firmes com sua sexualidade.


Diego de Marchi, Assistente de Imprensa.

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